Projeto e.NEGRO.SER estreia no MuMA celebrando a existência preta com obra audiovisual imersiva

🎨 No mês da Consciência Negra, obra imersiva e.NEGRO.SER toma o MuMA e celebra a existência preta através da arte

No mês da Consciência Negra, Curitiba recebe uma das propostas artísticas mais potentes do ano. A partir do dia 15 de novembro, o MuMA (Museu Municipal de Arte) apresenta e.NEGRO.SER, uma obra audiovisual imersiva que celebra a existência preta, denuncia o racismo estrutural e coloca a arte negra no centro do discurso cultural da cidade.

Em uma capital onde 30% da população se declara preta ou parda, mas ainda enfrenta desigualdades e invisibilidade cultural, o projeto surge como manifesto, cicatriz e cura — uma experiência estética e política que convida o público à reflexão profunda.

Equipe técnica e elenco (Foto: Rayssa Barkidom)
Equipe técnica e elenco (Foto: Rayssa Barkidom)

✊🏾 Arte que nasce da ferida — e se transforma em força coletiva

Idealizado por Ricardo Martins — bailarino, psicólogo e enfermeiro — o projeto surgiu após um episódio de racismo vivido pelo artista. O que poderia ter sido silenciado virou combustível criativo: a dor individual foi transformada em resistência coletiva, reunindo 13 artistas-performers de diversas áreas.

A obra, um audiovisual de 10 minutos, une:

  • videoarte,
  • performance,
  • poesia visual,
  • dança,
  • fotografia,
  • filmagens aéreas,
  • trilha original e elementos ritualísticos afro-brasileiros.

O resultado é uma experiência imersiva que entrelaça corpo, território, ancestralidade e enfrentamento.

🌍 Uma obra multissensorial sobre dor, potência e futuro

Os artistas — entre eles Célio Jamaica, Greta Afrodite, Dhiorlei Santos (Obá Otá), Thamy Gomes, entre outros nomes da cena preta — exploram imaginários, simbolismos e afetos que atravessam a identidade negra no Brasil.

A obra convida o público a:

  • sentir o peso das desigualdades raciais,
  • celebrar a ancestralidade afro-brasileira,
  • reconhecer a beleza e a potência da arte preta,
  • romper estigmas e enfrentar o racismo,
  • construir um imaginário de futuro.

Cada performer entrega uma narrativa própria, mas todas convergem para um único objetivo: afirmar, dignificar e celebrar a existência preta em todas as suas formas.

👁️‍🗨️ Arte que denuncia. Arte que cura. Arte que transforma.

Ao arquitetar a obra como manifesto, o projeto reforça que a presença negra na arte não é exceção — é fundamento, história, espírito e futuro.

A iniciativa também incorpora ações educativas, acessibilidade e diálogo com a comunidade, fortalecendo sua vocação como ferramenta de mobilização e conscientização.

👥 Ficha técnica completa

Direção Executiva Geral: Ricardo Martins
Direção de Fotografia: Fernando Barkidom
Coordenação do Projeto: Thamires Gomes
Edição Audiovisual e Design Gráfico: Jorge Tavares
Edição de Conteúdo: Simone Guimars
Consultoria de Produção: Marta Bastos
Cinegrafia Aérea: Victor Oliveira Freitas
Assistência de Fotografia: Rayssa Barkidom
Assessoria de Comunicação: Diogo Bueno
Mídias Sociais: Fernanda Chaar
Design Gráfico: Bayron Alencar
Consultoria de Acessibilidade: CASA Consultoria
Tradução e Libras: Rhaul de Lemos
Oficina de Contrapartida: Célio Jamaica e Ricardo Martins

Artistas-performers:
André Oliveira, Dhiorlei Santos (Obá Otá), Ricardo Martins, Érika Afonso, Lua D’Avila, Greta Afrodite de Paiva, Flávia Martins, Eliana Brasil, Leonardo Lino, Mestre Kandieiro, Kátia Drumond, Célio Jamaica e Thamy Gomes.

Agradecimentos:
MuMA – Museu Municipal de Arte, Casa Alafia, Bloco Afro Pretinhosidade, Colégio Estadual Júlia Wanderley.

Realização:
Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal — via Programa de Apoio e Incentivo à Cultura.

📍 Serviço — e.NEGRO.SER

Data: 15 de novembro de 2025 a 2 de fevereiro de 2026
Local: MuMA – Museu Municipal de Arte
Endereço: Curitiba – PR
Entrada: Gratuita

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